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Teste Farmacogenético: Saiba o Papel dos Seus Genes no Seu tratamento 0

Teste Farmacogenético: Saiba o Papel dos Seus Genes no Seu tratamento

Postado por Dr. Leandro Paulino da Costa

Teste Farmacogenetico - Dr Leandro Costa psiquiatra

De todos os pacientes que iniciam tratamento para ansiedade e depressão, é sabido que cerca de 30% não vão responder a estes tratamentos. Isso é o que motiva psiquiatras e pesquisadores a encontrarem formas de ajudar os chamados quadros refratários ao tratamento.

Dentre as estratégias, estão o usooff labelde medicamentos (usar o medicamento para tratar algo que não está previsto em bula), associação de vários medicamentos buscando um efeito sinérgico entre eles e o teste farmacogenético, que vamos nos aprofundar neste texto

O teste farmacogenético (também conhecido como painel farmacogenético ou painel farmacogenômico) é o estudo de genes envolvidos na metabolização de determinados medicamentos. Estes genes são responsáveis pela fabricação de enzimas que metabolizam os remédios que tomamos. Dependendo da maneira com que o gene se expressa, a fabricação dessas enzimas pode ser pequena, normal ou grande, e isso fará com que a taxa de metabolização do medicamento seja mais ou menos veloz.

Se um medicamento é metabolizado de maneira muito veloz, será mais difícil obter um resultado satisfatório, uma vez que a concentração na corrente sanguínea e no cérebro será sempre mais baixa. Isso faz com que o paciente não responda ao tratamento ou faz com que o tratamento funcione no início e perca efeito ao longo do tempo.

Se um medicamento é metabolizado de maneira muito lenta, o paciente fica mais exposto a efeitos colaterais, uma vez que mesmo doses baixas do medicamento podem provocar grandes concentrações do medicamento no organismo. Isso faz com que o paciente não tolere aumento de dose do medicamento, o que pode dificultar o controle completo dos sintomas.

Outro benefício do painel farmacogenético é o teste do gene MTHFR C667T. Este gene é o responsável pela transformação do ácido fólico em metilfolato, uma substância fundamental para a fabricação de tetraidrobiopterina (BH4), que é uma enzima necessária para a síntese dos neurotransmissores serotonina e dopamina. A falta desses dois neurotransmissores está diretamente relacionada aos quadros de depressão e ansiedade. Portanto, a falha terapêutica pode ter relação com outros detalhes metabólicos que não necessariamente têm a ver com a metabolização dos medicamentos.

Mas se o teste farmacogenético traz informações tão relevantes, por que não pedimos este teste para todos os pacientes? Basicamente por três motivos:

1- Custo: este é um teste caro e pouco acessível para a maioria dos pacientes. Para diminuir esse problema, alguns laboratórios oferecem diferentes tipos de testes. Em alguns casos, testes mais básicos e mais baratos são suficientes (o seu psiquiatra pode te ajudar nessa decisão).

2- O teste não necessariamente prediz resposta terapêutica: em outras palavras, mesmo com o conhecimento do painel genômico e o uso de medicamentos e suplementações indicadas pelo teste, não é garantido que o paciente irá responder satisfatoriamente.

3- Desconhecimento do profissional: alguns psiquiatras simplesmente não conhecem ou não sabem interpretar um exame como esse, o que faz com que ele não seja considerado como opção.

Quando bem indicado, o teste farmacogenético pode trazer as informações que faltam para o sucesso de um tratamento. É necessário conversar com o seu psiquiatra sobre o momento certo de se pedir um teste como esse, para conhecer seus benefícios e para modular as expectativas quanto aos resultados.

Não perca a esperança, o seu tratamento sempre pode melhorar!

IMPORTANTE: Somente médicos devidamente habilitados podem diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. Agende uma consulta para maiores informações.

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