Pessoas da terceira idade também são acometidos por doenças psiquiátricas. Ficar mais calado, esquecido, interagir pouco, ter o sono e apetite alterados não são “coisa de velho”, ou seja, geralmente não fazem parte do processo de envelhecimento normal. Quadros como demência senil e depressão em idosos são cada vez mais frequentes e devem ser avaliados por um psiquiatra especialista na área, pois essas e outras doenças podem se manifestar de maneira diferente em relação aos jovens e caracterizá-las pode ser um desafio. O diagnóstico e o tratamento precoce são as melhores armas para enfrentar essas doenças.
O primeiro conceito importante que devemos ter conhecimento é que nem tudo que acontece com os idosos são necessariamente próprios da idade. Alterações como diminuição da massa muscular, alteração da elasticidade da pele, reflexmos mais lentos e cabelos brancos são exemplos da senescência, que são as alterações corpóreas que são decorrentes do processo de envelhecimento
Do outro lado, temos a senilidade, que é o grupo de alterações decorrentes de doenças do idoso e que, muitas vezes, podem ser tratados. Como exemplo, podemos citar a depressão, a insônia, a osteoporose, entre outros
Existem alguns sintomas que podem ser tanto um indício de senilidade quanto de senescência. Um exemplo é a memória: esquecimentos fazem parte do envelhecimento, porém podem estar associadas a doenças e algumas podem até ser reversíveis.
A importância de entender esses conceitos é notar que nem todo problema é “normal da idade” e muitas vezes podemos estar diante de uma doença que, se tratada, pode trazer de volta a qualidade de vida
Os idosos têm muitos fatores de risco para desenvolverem quadros depressivos e aniosos. Nessa idade é mais comum a perda de amigos e ente queridos, existe uma redução da mobilidade, dificuldade de adaptação a novos costumes e ambientes, maior risco de doenças incuráveis e dor crônica, entre outros. Idosos com depressão podem apresentar humor deprimido ou irritável, isolamento social, pensamento de culpa e de de ter se tornado um peso para a família, perda de interesse em atividades, maior permanência na cama e alteração de apetite. Podem ocorrer também pensamentos de morte ou ideação suicida decorrente desse estado depressivo.
O quadro pode abrir com queixa importante de memória, notado pelo paciente ou por familiares e somente uma avaliação especializada é capaz de diferenciar a perda de memória decorrente da depressão para com um quadro de demência.
Conhecido também como demência senil, esclerose senil ou doença do esquecimento do idoso, o quadro demencial afeta não só a memória do paciente, mas também várias outras funções cognitivas dos idosos. Em outras palavras, tudo aquilo que aprendemos a fazer ao longo da vida vai se perdendo. Pode haver dificuldade manter conversas, em gerenciar as contas da casa, a manejar dinheiro, dificuldade em se localizar, perda da capacidade de se vestir ou de ir ao banheiro, dificuldade em preparar alimentos, entre outros.
Os tipos de demência mais frequentes são a demência vascular e a doenã de alzhemer. A Demênica vascular é geralmente uma consequência de quadros de hipertensão arterial e diabetes tratados de maneira irregular ao longo da vida. É característico nesses pacientes a perda de funcionalidade em degraus, ou seja, existem perdas abruptas de tempos em tempos. Isso acontece pois os sintomas são decorrentes de microinfartos cerebrais. Para impedir a progressão desses quadros, é necessário um controle rígido de comorbidades clínicas
Já a doença de Alzheimer se dá pelo acumulo de um emaranhado proteico dentro da célula, cuja causa ainda não foi completamente elucidada pela medicina. O depósito das chamadass placas amiloides provoca a morte dos neurônios, principalmente nas regiões de lobo temporal, que é onde estão localizadas as estruturas resposáveis pelo armazenamento da memória. A progressão dos sintomas na Doença de Alzheimer é progressiva e contínua, e a perda funcional é gradual e ainda não existe um tratamento que evite a formação dessas placas causadoras de morte neuronal.
Como vimos no tópico anterior, os quadros demenciais provocam uma série de sintomas nos idosos, entre eles a confusão e a desorientação. Mas como foi visto, são quadros de evolução ao longo de meses ou até anos. Porém, existem situações de confusão mental aguda, ou seja, uma perda funcional que ocorre de um dia para o outro. Tratase do delirium, uma condição psiquiátrica que é consequência de alguma disfunção orgânica do idoso
O delirium pode ser decorrente de desidratação, constipação, infecção e até mesmo decorrentes de situações traumáticas de separação ou de mudança de ambiente (como por exemplo hospitalização ou troca de residência). Diferentemente das demências, este é um quadro reversível, desde que o tratamento seja feito de maneira ágil. É importante lembrar que deve-se tratar também o problema de base que está desencadeando o quadro.
Sim. Transtornos depressivos, de ansiedade, esquizofrenia, transtorno bipolar entre outros quadros respondem bem aos tratamento farmacológicos e, em alguns casos, devem ser associados à psicoterapia ou à terapia ocupacional. As doses das medicações nos idosos são diferentes das doses praticadas em adultos jovens por conta de diferenças do metabolismo.
Os quadros demenciais nâo têm cura, porém há medicações que atenuam o quadro e mantém a funcionalidade por mais tempo. Atividades de reabilitação e terapia ocupacional são fundamentais. Além disso, a família tem papel fundamental na evolução do quadro. Quanto mais estimulado e incluido na rotina familiar, maior a chance de uma evolução mais lenta do quadro.
Caso você pertença a essa faixa etária e esteja passando por alguma situação difícil ou tenha um familiar com suspeita de quadro psiquiátrico, agende uma consulta psiquiátrica com Dr Leandro, que é médico psiquiatra formado pela USP e possui conhecimento e experiência para lidar com transtornos mentais dos idosos. Atendimento presencial na Clínica Ragazzo em Limeira ou por teleconsulta.
Dr. Leandro Paulino da Costa é psiquiatra formado pela USP. Atua em seu consultório particular e faz parte do corpo clínico do Hospital israelita Albert Einstein e do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP em São Paulo – SP, que são hospitais de excelência e são referência na América Latina. Dr. Leandro possui conhecimento e experiência no tratamento dos transtornos mentais específicos dos idosos e outros transtornos mentais.
Dr. Leandro Paulino da Costa é médico psiquiatra formado pela USP. Atua em seu consultório particular em Limeira, oferecendo consultas presenciais e consultas on-line atendendo pacientes em todo Brasil e exterior. Faz parte do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein e do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP em São Paulo – SP, que são hospitais de excelência e são referência na América Latina.