Você tem pavor ou fobia de barata ou de outros insetos? E de lugares fechados e com pouca ventilação? Se identifica com oo que lê a respeito de claustrofobia? Já deixou de viajar por medo de entrar no avião? Já ajustou o seu itinerário de casa para o trabalho para evitar pontes, túneis ou determinadas avenidas? Caso a resposta para alguma dessas perguntas seja sim e caso você tenha um pavor intenso relacionado a alguma coisa, você pode ser portador de um transtorno ansioso chamado Fobia Específica. Trata-se de um quadro muitas vezes subestimado como transtorno e visto como uma característica do indivíduo. No entanto, esse quadro pode trazer sérios prejuízos funcionais, limitar a vida em aspectos profissionais e sociais e ser a porta de entrada para o surgimento de outros quadros, como agorafobia, transtorno de ansiedade generalizada, transtono do pânico e até episódios depressivos. Por conta das sérias consequências associadas ao quadro, é importante realizar tratamento com um psiquiatra, que é o médico especialista em fobias. Neste texto vamos abordar sintomas, citar as fobias específicas mais prevalentes e as linhas de tratamento, pois trata-se de um transtorno que tem cura. É importante ressaltar que neste texto não falaremos sobre fobia social, pois há um tópico específico para este tema.
Trata-se de um quadro com prevalência de cerca de 5% na população, com surgimento mais frequente na infância ou na adolescência, sendo que a média de surgimento é aos 10 anos de idade. Apesar do inicio geralmente ser precoce, o quadro pode se estender para a vida adulta e também se iniciar nesta fase. O transtorno geralmente tem um gatilho bem definido, mesmo que a pessoa não se lembre. Pode ser a vivência de um evento traumático (por exemplo ser atacado por um animal ou presenciar alguém sendo atacado), um ataque de pânico no momento de um evento (por exemplo um ataque quando está dentro de um elevador), o contato com informações (cobertura ampla da mídia a respeito de um determinado acontecimento). Em paciente mais idosos, o quadro pode surgir como uma comorbidade a outras questões médicas, como por exemplo doenças coronarianas, doenças pulmonares e risco de queda. Nesta idade, está relacionato com diminuição de qualidade de vida e fator de risco para quadros demenciais
A fobia social pode ser caracterizada pelo medo ou ansiedade intensos em relação a determinado objeto, animal ou situação, sendo que a exposição a esse elemento, na grande maioria das vezes, deflagra sensação ansiosa imediata, de maneira a fazer com que a pessoa evite ativamente a exposição ou a vivencie com intenso sofrimento. O quadro geralmente dura vários meses, nos quais é possível notar comportamentos de esquiva e, frequentemente, há prejuízo nas atividades por conta da evitação à exposição.
Além da manifestação do quadro por sintomas ansiosos (taquicardia, suor, tremores, respiração ofegante, entre outros), algumas pessoas podem apresentar mal-estar inespecífico, queda de pressão e síncope (desmaio) diante do estímulo fóbico. Isso acontece pela ativação inadequada do sistema vaso-vagal e é comum na aicmofobia (fobia de agulhas) e na hematofobia (fobia de sangue)
Por conta das limitações decorrentes do quadro e também de falta de perspectiva de melhora, é comum que o paciente desenvolva quadro de ansiedade generalizada, depressão ou passe a lançar mão de recursos como bebibdas alcóolicas e medicamentos calmanrtes para aliviar os sintomas, o que pode levar a um quadro de dependência. O risco de suicídio em pacientes com fobias específicas é 60% maior do que na popupação geral, em partes por conta do surgimento desses outros transtornos ao longo da vida.
Dentre as fobias mais prevalentes, podemos destacar:
Medo de locais fechados, aglomerados ou com pouca ventilação: podem se manifestar em shows, no elevador, durante realização de exame de ressonância magnética, no transporte público. É um dos tipos mais comuns de fobia específica
Varia de intensidade, podendo se manifestar somente ao se aproximar de parapeitos em prédios muito altos em casos mais leves mas também produzir medo ao subir as escadas de um sobrado
Tem relação com a ampla cobertura midiática de acidentes aéreos e geralmente impede a pessoa de viajar de avião. A depender do estilo de vida e da profissão do indivíduo, pode ser muito incapacitante
Faz com que a pessoa precise adaptar seu trajeto diário. Dependendo de sua rotina habitual, pode ser extremamente incapacitante, por conta da grande limitação de caminhos a serem feitos e também pelo tempo gasto para traçar rotas que evitem o objeto fóbico
Coulrofobia (fobia de palhaços), tripofobia (fobia de furos), catsaridafobia (fobia de barata), aracnofobia (fobia de aranhas), misofonia (fobia a derminados sons, como mastigação e respiração)
Sim, é possível atingir a cura. O tratamento deve ser conduzido por um psiquiatra e deve ser individualizado, pois serão levados em conta o tempo do transtorno, a frequência de exposição ao objeto fóbico, o nível do prejuízo em decorrência de comportamentos de esquiva, além de detecção de possíveis outros diagnósticos concomitantes. Podem fazer parte do tratamento medicamentos da classe dos inibidores seletivos de recaptura de serotonina, ansiolíticos e potencialozadores de efeito.
Além disso, faz parte do tratamento a realização de psicoterapia, preferencialmente na linha cognitivo comportamental ou analise de comportamento. O acompanhamento psicoterápico será fundamental para identificar gatilhos, desenvolver estratégias de enfrentamento, realizar umaexposição gradativa de maneira tolerável ao paciente, além de trabalhar outras questões interpessoais que podem atrapalhar a remissão dos sintomas.
Caso esteja em sofrimento por conta de um quadro de fobia específica, agende uma consulta com Dr Leandro. Não deixe um medo irracional comprometer sua qualidade de vida e seu futuro. Inicie o quanto antes um tratamento eficaz para esse transtorno. Atendimento presencial na Clínica Ragazzo em Limeira ou por teleconsulta.
Dr. Leandro Paulino da Costa é psiquiatra formado pela USP. Atua em seu consultório particular e faz parte do corpo clínico do Hospital israelita Albert Einstein e do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP em São Paulo – SP, que são hospitais de excelência e são referência na América Latina. Dr. Leandro possui amplo conhecimento e experiência no tratamento das fobias específicas e outros transtornos mentais.
Dr. Leandro Paulino da Costa é médico psiquiatra formado pela USP. Atua em seu consultório particular em Limeira, oferecendo consultas presenciais e consultas on-line atendendo pacientes em todo Brasil e exterior. Faz parte do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein e do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP em São Paulo – SP, que são hospitais de excelência e são referência na América Latina.